Palestina: historia e atualidades

2005/07/30


Bandeira da Palestina Posted by Picasa

2005/07/29

Localização Geográfica da Palestina

Palestina é a região que compreende a área geográfica situada entre o mar Mediterrâneo, a oeste, o deserto da Arábia, a leste, o rio Litani, ao norte, e o deserto de Neguev, ao sul. Dentro desses limites pouco precisos, inclui parte dos atuais estados de Israel, Jordânia e Egito. O pequeno território, com uma superfície aproximada de vinte mil quilômetros quadrados, constitui um corredor natural entre Ásia e África, muito disputado em todas as épocas, mais por sua posição estratégica que por suas escassas riquezas naturais.

2005/07/28


Mapa da Palestina Posted by Picasa

2005/07/27

História Antiga Da Palestina

Palestina – a terra dos profetas. Rica em histórias – a história de gerações de crentes que viveram e adoraram, lutaram e morreram, louvando seu Senhor e defendendo sua fé. Uma região histórica, uma extensão que teve grandes mudanças desde os tempos antigos, situada na costa leste do Mar Mediterrâneo e no sudoeste da Asia. A Terra A região possui um terreno extremamente diverso, que se encontra dividido em quatro zonas paralelas. Do oeste para o lestes estão as planícies da costa; as colinas e montanhas da Galileia, Samaria e Judeia; o vale do rio Jordão; e o planalto leste. No extremo sul está o Negev, uma área acidentada e deserta. As elevações alcançam de 395 milhas (1296 pés) abaixo do nível do mar nas praias do Mar Morto, o mais baixo ponto na superfície da terra, até 1020 milhas (3347 pés) no topo do Monte Hebron. A região possui diversas áreas férteis, que constituem seu principal recurso natural. O suprimento de água na região, no entanto, não é abundante, mantida com a eventualidade das modestas chuvas que caem anualmente durante os meses de inverno. O rio Jordão, o maior da região, flui pelo sul, através do lago Tiberias (o único lago de água doce da região) até o intensamente salgado mar Morto. 3o. Milênio A.C. (Antes de Cristo) Os cananitas foram os primeiros habitantes conhecidos da Palestina. Eles se urbanizaram e viveram em cidades-estado, uma das quais era Jericó. Eles desenvolveram um alfabeto. A localização da Palestina, no centro das rotas que ligavam três continentes, fez com que se tornasse um lugar de encontro de influências religiosa e culturais do Egito, Síria, Mesopotamia e Asia Menor. Foi também o campo de batalhas natural dos grandes poderes da região e esteve sujeita a dominação de impérios adjacentes, começando com o Egípcio, no 3o. milênio a.C.. 2o. Milênio A.C. 2o. milênio a.C.: a hegemonia egípcia e a autonomia cananita eram constantemente desafiados por invasores etnicamente distintos como, amoritas, hititias e hurianos. Estes invasores, de qualquer forma, eram combatidos pelos Egípcios e absorvidos pelos cananitas, que naqueles tempos eram aproximadamente 200 mil. 14o. século a.C.: o poder egípcio começou a enfraquecer, novos invasores apareceram: os hebreus, um grupo de tribos semitas da mesopotamia, e os filisteus (depois dos quais o país foi posteriormente nomeado), um povo Egeu de proveniência indo-europeu. 1230 a.C.: os Josué conquistaram partes da Palestina. Os conquistadores se instalaram nas montanhas, mas eles não tinham capacidade de conquistar toda a Palestina. 1125 a.C.: os israelitas, uma confederação das tribos hebraicas, finalmente derrotaram os cananitas, porém encontraram a luta contra os filisteus muito mais difícil. Os filisteus haviam estabelecido um estado independente na costa sul da Palestina e controlavam a cidade cananita de Jerusalém. 1050 a.C.: os filisteus, com sua superioridade em organização militar e usando armas de ferro, derrotaram severamente os israelitas em 1050 a.C. 1o. Milênio A.C. 1000 a.C.: Davi, o grande rei de Israel, finalmente derrotou os filisteus, e eles eventualmente se uniram aos cananitas. A unidade de Israel com a debilidade de impérios adjacentes impossibilitaram David de estabelecer um grande estado independente, com a capital em Jerusalém. 922 a.C.: sob o reinado do filho e sucessor de David, Salomão, Israrel viveu tempos de paz e prosperidade, mas com a sua morte em 922 a.C. o reinado ficou dividido entre Israel, ao norte, e Judá, ao sul. 722-721 a.C.: quando os impérios próximos realizaram suas expansões, o israelitas divididos não puderam manter sua independência. Israel se submeteu a Assíria. 586 a.C. Judá foi conquistada pela Babilônia, que destruiu Jerusalém e exilou a maioria dos judeus que lá viviam. Nebuchadnezzar entrou em Jerusalém. O Templo foi saqueado, foi ateado fogo e destruída a terra. O Palácio Real e todas as grandes construções foram destruídas, a população foi levada acorrentada para a Babilônia. Eles se lamentaram durante sua longa marcha para o exílio. 539 a.C.: Cirus o Grande, da Pérsia, conquistou a Babilônia e permitiu que os judeus voltassem para a Judeia, um distrito da Palestina. Sob as regras persas os judeus conseguiram uma certa autonomia. Eles reconstruíram as paredes de Jerusalém e codificaram a lei Mosaica, a Torá, o que se tornou o código da vida sócia e da conduta religiosa. Os judeus estavam atados a um Deus universal. 333 a.C.: a dominação persa na Palestina foi substituída pela lei grega, quando Alexandre, o Grande, da Macedonia tomou a região. O sucessor de Alexandre, Ptolomeu, do Egito e Seleucides, da Síria, continuaram a governar o país. Seleucides tentou impor a cultura e religião helênica (grega) a população. 141 – 63 a.C.: os judeus se revoltaram comos macabeus e instalaram um estado independente. 132 –35 a.C. a revolta dos judeus explodiu, inúmeros judeus foram mortos, muitos vendidos como escravos, e ao restante não foi permitido visitar Jerusalém. A Judeia foi renomeada como Síria Palestina. 63 a.C.: Jerusalém foi tomada por Roma. Herodes foi apontado como o Rei da Judeia. Ele massacrou os últimos Hasmonianos e ordenou uma abundante reforma e a extensão do Segundo Templo. Um período de grande desordem civil se seguiu, com um conflito entre pacifistas e zealots, e os baderneiros contra as autoridades romanas. 37 – 4 a.C.: durante o reinado de Herodes, Jesus de Nazaré, aquele que traria a paz, nasceu. E anos depois ele começou sua missão de ensinar. Sua vocação de convocar as pessoas para os ensinamentos puros de Abraão e Moisés eram julgados subversivos pelas autoridades. Ele foi traído e sentenciado a morte; “eles ainda não o mataram, mas somente uma semelhança foi mostrada a eles.” 1999 D.C. (Depois de Cristo) 70 d.C.: Titus de Roma fez um cerco a Jerusalém. Os guerreiros defenderam o Templo que eventualmente caiu, e com ele toda a cidade. Buscando uma vitória completa e duradoura Titus ordenou a destruição total do Templo de Herodes. Uma nova cidade chamada de Aelia foi construída pelos romanos nas ruínas de Jerusalém, e um templo dedicado a Jupter foi construído. 313 d.C.: a Palestina recebeu uma atenção especial quando o imperador romano Constantino I legalizou o cristianismo. Sua mãe, Helena, visitou Jerusalém, e a Palestina, foi assim que a Terra Santa se tornou foco das peregrinações cristãs. Uma idade de ouro, de prosperidade, segurança e cultura se seguiu. A maioria da população se tornou helênica e cristã. 324 d.C.: Constantino da Bizantina marchou sobre Aelia. Ele reconstruiu as paredes da cidade e realizou a igreja do Santo Sepulcro, e abriu a cidade para a peregrinação cristã. 29-614 d.C.: domínio Bizantino (romano) foi interrompido, por uma breve ocupação persa, finda com a invasão armada da Palestina por Muçulmano Árabe, e Jerusalém foi capturada em 638 d.C. a conquista árabe iniciou os 1300 anos de presença de Muçulmano, que passou a ser conhecido como Filisteu. Desejando se ver livre dos senhores bizantinos e de sua herança compartilhada com os árabes, os descendentes de Ismael, assim como a reputação de Muçulmano de misericórdia e compaixão na vitória, o povo de Jerusalém retomou a cidade depois de um breve cerco. Eles fizeram somente uma condição, de que os termos de sua rendição fosse negociados diretamente com o Khalif Umar, em pessoa. Umar entrou em Jerusalém com seus próprios pés. Não havia marcas de sangue. Não havia massacre. Aqueles que desejassem sair, podiam fazê-lo, com todos os seus deuses. Aqueles que desejassem ficar tinham proteção garantida para suas vidas, propriedades e seus cultos. A Palestina foi santificada pelos muçulmanos porque o profeta Maomé designou Jerusalém como a primeira “quibla” (a direção para a qual os muçulmanos devem estar voltados ao rezar) e porque ele acreditava ter, em uma noite de jornada, olhado para o céu, da antiga cidade de Jerusalém (hoje a mesquita Al-Aqsa), onde posteriormente foi construído o domo da pedra. Jerusalém se tornou a terceira cidade santa do Islam. As regras muçulmanas não forçavam sua religião para os palestinos, e mais de um século se passou antes que a maioria se convertesse ao Islam. Os cristãos e os judeus eram considerados o Povo do Livro. Eles eram permitidos a ter autonomia de controle sobre usas comunidades e segurança garantida, além de liberdade de culto. Tanta tolerância era raro na história da religião. A maioria dos palestinos adotou a cultura árabe e islâmica. A Palestina se beneficiava do comercio do império e de sua significancia religiosa durante a primeira dinastia muçulmana, a Umayyads, de Damasco. 750 d.C.: com o poder se mudando para Bagdá com Abbasids, a Palestina foi negligenciada. Sofreu massacres e sucessivas dominações pelos Seljuks, Fatimids e das Cruzadas Européias. Porém esteve compartilhando, a glória da civilização muçulmana, quando estes aproveitavam uma idade de ouro, da ciência, arte, filosofia e literatura. Os muçulmanos preservaram os aprendizados gregos e romperam novas fronteiras em vários campos, todos contribuíram mais tarde com a Renascença Européia. No entanto, assim como o restante do império, a Palestina sob os Mamelucos, gradualmente se estagnou e declinou. 1000-1899 D.C. 1517 d.C.: os Turcos Otomanos da Asia Menor derrotaram os Mamelucos, com poucas interrupções, controlaram a Palestina até o inverno de 1917-18. O país foi dividido em vários distritos (sanjaks), assim como Jerusalém. A administração dos distritos foi colocada nas mãos dos palestinos árabes, que eram descendentes dos cananitas. As comunidades judias e cristãs, de qualquer forma, eram permitidas a grandes medidas de autonomia. A Palestina compartilhou da gloria do Império Otomano durante o século 16, mas declinou novamente quando o império começou seu declínio no século 17. 1831-1840 d.C.: Mohamed Ali, o vice-rei modernizador do Egito, expandiu seus domínios para a Palestina. Suas políticas alteraram a ordem feudal, melhoraram a agricultura e a educação. 1840 d.C.: o Império Otomano reorganizou sua autoridade, instituindo suas próprias reformas. 1845 d.C.: os judeus da Palestina, que eram 12 mil, aumentaram para 85 mil em 1914. Todo o povo palestino era árabe muçulmano e cristão. 1897 d.C.: o primeiro congresso sionista que aconteceu em Basle, na Suiça, pautou o programa Basle de colonização da Palestina. A Moderna História Palestina em breves palavras Auxiliados pelos árabes, os britânicos capturaram a Palestina, dos Turcos Otomanos em 1917-18. Os árabes se revoltaram contra os turcos porque os britânicos prometeram a eles, em correspondência (1915-16) com Shareef Husein ibn Ali de Meca (1856-1931), a independência de seus países depois da guerra. Porém, os britânicos, também fizeram outro compromisso conflitante em segredo, o acordo Sykes-Picot com os Franceses e Russos (1916), prometendo dividir o domínio da região entre os aliados. Em um terceiro acordo, a declaração de Balfour, 1917, os britânicos prometeram aos judeus um Estado Nacional Judeu na Palestina. As promessas foram subseqüentemente incorporadas ao mandato dos britânicos dado pelas Nações Unidas em 1922. Durante o mandato (1922-48), os britânicos encontraram suas promessas contraditórias para as comunidades judia e palestina difíceis de conciliar. Os sionistas imaginaram uma imigração judia em grande escala, e alguns falavam de um estado judeu constituído em toda a Palestina. Os palestinos, no entanto rejeitaram o direito britânico de prometer seu país para aqueles que representavam uma terça parte e temeram a posse pelos sionistas; ataques anti-sionistas ocorreram em Jerusalém (1920) e Yaffa (1921). Uma decisão de 1922, negou aos sionistas seu desejo de possuir toda a Palestina e limitou a imigração judia, mas reafirmou seu suporte a uma pátria judia. Os britânicos propuseram a formação de um conselho legislativo, mas os Palestinos rejeitaram este conselho como discriminatório. Depois de 1928, quando a imigração judia aumentou sobre maneira, a política britânica se viu sobre as pressões do conflito arabe-judeu. A imigração cresceu assustadoramente depois da instalação de regimes nazistas na Alemanha em 1933. Em 1935, aproximadamente 62 mil judeus entraram na Palestina. O medo da dominação dos judeus foi a principal causa da revolta árabe que se instalou em 1936 e continuou initerruptamente até 1939. Naquele tempo os britânicos haviam restringido a imigração judia e a aquisição de terras. A luta pela Palestina foi abatida durante a 2a. Guerra Mundial, finda em 1945. Os horrores do holocausto produziram simpatia pelos judeus europeus e pelo sionismo, e mesmo que os britânicos refutassem admitir a presença de 100 mil judeus na Palestina, muitos judeus encontraram suas formas de entrarem ilegalmente. Vários planos de resolver o problema da Palestina foram rejeitados por um lado ou pelo outro. Os britânicos finalmente declararam que seu mandato não estava funcionando e voltaram o problema para as Nações Unidas em 1947. Os judeus e os palestinos se prepararam para a disputa. Mesmo diante dos incontáveis palestinos, os judeus (130 mil a 600 mil) estavam melhor preparados. Eles tinham um governo semi-autonomo, liderado por David Ben-Gurion, e seus militares, o Haganah, eram bem treinados e experimentados. Os palestinos, do outro lado, nunca se recuperaram da revolta árabe, e a maioria de seus lideres estavam exilados. O chefe muçulmano de Jerusalém, o principal porta-voz, recusou a imposição eu estado Judeu. Quando a ONU propôs a partilha em 1947, ele rejeitou o plano, enquanto os judeus o aceitaram. Na guerra militar que se seguiu os palestinos foram derrotados. A violência foi usada em ambos os lados. Israel foi estabelecido em 14 de maio de 1948. Cinco exércitos árabes, vindos em socorro dos palestinos imediatamente o atacaram. Sem coordenação e número suficiente de homens eles foram derrotados pelas forças de Israel. Israel extendeu seu território. A Jordânia tomou a faixa oeste do rio Jordão, e o Egito tomou a faixa de gaza. (Israel ocupou estas áreas depois da guerra dos Seis dias em 1967). A guerra produziu 780 mil refugiados palestinos. Aproximadamente a metade saiu por medo e pânico, enquanto o resto foi forçado a sair para deixar espaço para os imigrantes judeus da Europa e do mundo árabe. Os palestinos se espalharam pelos países vizinhos, onde eles mantiveram sua identidade nacional palestina e seu desejo de voltar para suas casas.

2005/07/26


crianca Palestina Posted by Picasa

2005/07/25

Conflitos Da Palestina

Conflitos entre judeus e palestinos ocorrem desde a criação do Estado de Israel, logo após o final da 2ª Guerra Mundial, que dividiu o território palestino. A OLP (Organização para Libertação da Palestina, criada em 1964) atua com ações guerrilheiras em território judeu. A partir de 1993, algumas localidades, como a Faixa de Gaza, passam para o controle palestino, depois do acordo de paz assinado por Itzak Rabin (premier israelense) e Yaser Arafat (líder da OLP). Esse acordo fica abalado depois do assassinato de Rabin, em 1995, e da ascensão de Netanyahu, do Likud (partido de direita), contrário à devolução de regiões ao controle da Autoridade Nacional Palestina (que surge em substituição à OLP). Com o retorno ao poder em Israel do Partido Trabalhista (o mesmo de Rabin), em 1999, a esperança de paz na região cresce.

2005/07/24


Conflitos Posted by Picasa


destruicao Posted by Picasa

2005/07/23


Conflitos Posted by Picasa

2005/07/22


"TROFEU":soldados americanos posando para foto ao lado do corpo de um palestino Posted by Picasa

2005/07/21

Historia Moderna Da Palestina parte 1

O Movimento Sionista (1896-1916) Em 1896, após o surgimento de opiniões antisemitas (ou anti-judáicas), Theodor Herzel apresentou algumas idéias com o intuito de polemizar a questão judaica num livro intitulado O Estado Judeu, onde sugeria a criação de uma pátria judaica na Argentina ou na Palestina. Em 1897 é realizado o primeiro Congresso do Movimento Sionista na Suíça, onde é editado o programa de Basiléia que defendia a Colonização da Palestina e o estabelecimento do Movimento Sionista Mundial. Em 1904 é promovido o IV Congresso do Movimento Sionista onde decreta a criação de uma pátria judaica na Argentina. Em 1906 o Congresso do Movimento Sionista decidiu que a pátria judaica seria na Palestina. Em 1914, com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha prometeu ao Povo Árabe apoio à sua Independência do Império Otomano, se obtivesse seu apoio militar contra Alemanha e seus aliados turcos. Acordo Sykes-Picot (1916) O Acordo Sykes - Picot assinado entre França e a Grã Bretanha, previa a divisão dos territórios Árabes em áreas de influência entre as duas potências. Síria e Líbano ficariam sob o domínio francês enquanto Jordânia e Iraque estariam atrelados a Grã Bretanha. A Palestina era concebida como uma região internacionalizada. A declaração de Balfour (1917) No dia 02 de novembro o Governo Britânico publicou a Declaração de Balfour, ( seu ministro do exterior), no formato de uma correspondência enviada aos dirigentes do Movimento Sionista. Nesta, o Governo Colonial Britânico se comprometia em fazer o possível para criar uma pátria judaica na Palestina. Além disso, ressaltou que esse ato não prejudicaria os interesses e direitos sociais dos Palestinos. "Prezado Lord Rothschild, Tenho muito prazer em transmitir-lhe, em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia com as aspirações sionistas que foram apresentadas ao Gabinete e aprovadas por ele: 'O Governo de Sua Majestade vê com simpatia o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu e envidará seus melhores esforços para facilitar a conquista desse objetivos, ficando claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos religiosos e civis das comunidades não judaicas existentes na Palestina ou os direitos e condições políticas usufruídas pelos judeus em qualquer outro país.' Agracederia que você levasse essa declaração ao conhecimento da Federação Sionista. Atenciosamente Arthur James Balfour" A Migração judaica (1918) Após a Primeira Guerra Mundial, especificamente em 1918, iniciou-se o deslocamento dos judeus europeus à Palestina, então sob a Administração Colonial Britânica. Como foi assegurado pela Declaração de Balfour, o Governo Colonial facilitou a transposição de populações judaicas européias a fim de criar uma pátria na Palestina. Os recém imigrantes, sob a direção e financiamento do Movimento Sionista, promoveram projetos agrícolas e industriais na Palestina. Nesse intervalo a migração judaica se intensificou impulsionada pela chegada dos nazistas ao poder. Tel - Aviv tornou-se o maior centro urbano judaico, e foram estabelecidas aldeias e alguns povoados. Nesses anos foram fundados diversos partidos e organizações judaicas na Europa, todas aceitando a hegemonia sionista. Alguns dos fundadores desse movimento migraram à Palestina e estabeleceram diversos partidos. O primeiro Congresso Nacional Palestino (1919) Esse Congresso se reuniu para repudiar a Política Colonial Britânica e protestar contra a migração judaica. O Congresso de São Remo (1920) Nesse Congresso Internacional, a Palestina foi colocada sob o domínio Colonial Britânico. Nos primeiros dois anos do Mandato Colonial, o governador britânico da Palestina era Herbert Samuel, um dos líderes do Movimento Sionista. O Governo Colonial Britânico na Palestina (1922) A Liga das Nações decreta um Governo Colonial na Palestina, e facilita o projeto de criação da pátria judaica. Os protestos Palestinos de 1929 Em agosto de 1929 explodiu a violência entre os palestinos e os imigrantes judeus deixando 116 palestinos 133 judeus mortos. A violência nasceu da desconfiança da população Palestina dos objetivos e planos doMovimento Sionista de criar um Estado judaico na Palestina apesar das promessas do Governo Colonial britânico de que isso não ocorreria. A Greve dos seis meses (1936) Nesse ano os Palestinos decretaram uma greve que durou seis meses em protesto contra a desapropriação de terras e a migração judaica irrestrita proveniente da Europa. A Comissão Peel (1937) A Comissão foi criada como conseqüência da crescente violência e protestos. No seu relatório, foi reconhecido que o sistema Colonial britânico estava chegando aos seus limites, e que a criação de um único estado na Palestina para os dois povos era impossível. No documento final foi sugerido a criação de dois estados na Palestina enquanto os lugares sagrados ficariam sob AdministraçãoIinternacional. Os palestinos recusaram essa solução pois implicava a inviabilização de uma pátria palestina. Limites da migração judaica (1939) Nesses anos a Grã Bretanha congelou a migração judaica e prometeu aos Palestinos um Estado Independente no prazo máximo de dez anos. O Movimento Sionista recusou a nova política e iniciou uma ofensiva terrorista contra os Palestinos e o exército inglês a fim de forçar a retirada da Palestina e criar um Estado puramente judeu. O Impasse Palestino - Britânico (1945) Com o fim da segunda guerra mundial e a descoberta dos campos de concentração nazistas, os sionistas exigiram a intensificação da migração. O grupos terroristas judeus Irgun, Haganah e Stern, multiplicaram as suas ações militares. Para tentar equilibrar a pressão diplomática judaica, em 1945 foi criada Liga dos Países Árabes. O Governo Trabalhista inglês praticou o típico jogo diplomático tentando manter as relações históricas com o Movimento Sionista sem perder a boa vizinhança com os Árabes. Todavia a nova potência mundial, os Estados Unidos, sob a liderança de presidente Truman, um simpatizante sionista, defendeu a retomada da migração judaica à Palestina. Perante o crescente custo das colônias a Grã Bretanha decidiu transferir o problema da Palestina para Nações Unidas. Em 1947, na Assembléia Geral da ONU, aprova a resolução 181, onde previa a criação de dois Estados, um Palestino e outro Judeu, na Palestina.

2005/07/20


praca na Palestina Posted by Picasa

Historia Moderna Da Palestina parte 2

A retirada dos Britânicos e a divisão da Palestina Após sete anos de guerras a Inglaterra desejava retirar-se de suas colônias, ela decidiu abandonar a Palestina e pediu a ONU que fizesse suas recomendações. Foi feita a primeira audiência da ONU em 1947, e foi sugerido o projeto que dividiria a Palestina em dois Estados, um Palestino e outro Judeu ficando Jerusalém como uma cidade internacionalizada, e que deveria reinar a boa vizinhança e a cooperação econômica entre os dois Estados. Este projeto foi aprovado por 33 membros sendo que 13 membros votaram contra este projeto, que teve o apoio da antiga União Soviética, USA e a abstenção da Inglaterra. Conforme esta resolução 56% seria para a criação de Estado judeu com maioria judaica, 44% para a criação de Estado Árabe Palestino com maioria de árabes palestinos Resolução 181 partilha a Palestina em dois Estados em 29/11/1947. 1948 a primeira guerra Árabe israelense: A rejeição árabe ao projeto de divisão da Palestina, devido a flagrante injustiça para com os palestinos, recrudesceu a violência entre árabes e judeus. A Inglaterra rejeitou a intervenção e permitiu que as coisas acontecessem até a data da sua retirada em 1 de agôsto de 1948 (conforme a resolução da partilha). Quando os líderes sionistas ficaram sabendo das intenções da Inglaterra em retirar da Palestina , decidiram em Tel-Aviv no dia 14 de maio proclamar o Estado judeu na prática e criar o Estado de Israel. Conforme o resolução da Partilha da ONU, foi criado um Parlamento nacional para os judeus com participação do movimento sionista mundial que proclamou a criação de Estado de Israel, que teve como um dos primeiros atos abrir as portas para grandes ondas de imigração judaica do mundo inteiro para novo Estado. No dia 15 de maio exércitos da Síria, Egito, Jordânia, Líbano e Iraque aliados aos Palestinos, iniciaram uma guerra contra a criação do Estado de Israel. Pois os líderes do Estado de Israel iniciaram sangrentos massacres contra o povo Palestino para que abandonassem suas terras. Os Árabes , devido a desigualdade bélica, não conseguiram impedir que os israelenses expulsassem os Palestinos, e também não puderam impedir a criação do Estado de Israel. A guerra terminou e as fronteiras ficaram conforme os 4 tratados de cessar fogo entre as partes envolvidas no conflito. O estado de Israel foi criado em 78% do total da Terra da Palestina . 1948 a criação do Estado Sionista de Israel A guerra de 1948 mudou a estrutura da população dentro deste Estado, muitos palestinos foram perseguidos e massacrados, sendo obrigados abandonar as suas terras ocupadas e invadidas pelos judeus imigrantes do mundo inteiro, com apoio do Movimento Sionista Mundial. A pequena Faixa de Gaza ficou sob a administração egípcia, a Cisjôrdania sob administração Jordâniana, o número de refugiados Palestinos chegou a 680 mil Palestinos que se refugiaram em países Árabes vizinhos . 1956 a guerra do Canal de Suez As tentativas para que se cumprissem os tratados de cessar fogo assinados em 1949 entre Árabes e Israelenses, fracassaram como tratados de paz porque os Árabes insistiam na volta dos refugiados Palestinos as suas casas e terras, e Israel teria que retornar as fronteiras conforme resolução da ONU 181 ( resolução da Partilha da Palestina) antes de qualquer negociação, em contrapartida o Estado de Israel nunca aceitou as condições alegando que estas condições prejudicam a segurança de Israel. Um número crescente de ações foram realizadas por Fedayins ( guerrilheiros) Palestinos contra Israel, e Israel sempre respondeu violentamentee de forma desproporcional. Com o conhecido estilo israelense de violencia contra os civis Palestinos. Atacando as aldeis e Campos de Refugiados e cidades palestinas na Faixa de Gaza e Cisjôrdania, levando o gôverno de Gamal Abdel Nasser, presidente de Egito, a fechar o Golfo de Aqaba e impedir as embarcações israelenses de utilizar o Canal de Suez . Nacionalizou o Canal de Suez, e essa atitude foi considerada um ato de guerra ( pelo imperialismo e Israel ) aumentando os atritos nas fronteiras até se tornar-se uma guerra total. A Inglaterra e França juntas com Israel participaram da guerra contra Egito, usando o argumento de divergências com o presidente de Egito sobre a nacionalização de Canal de Suez. Em poucos dias Israel invadiu e ocupou a Faixa de Gaza e o Sinai do Egito, e chegaram até o canal de Suez, ao mesmo tempo a Inglaterra e a França estavam bombardeando o Egito. Um cessar fogo foi conseguido com a intervenção da ONU e de uma força de paz que foi enviadas a região para manter o cessar fogo. Com a pressão feita pela ex-União Soviética e Estados Unidos , foram os tres agressores obrigados a se retirar das áreas ocupadas, a Inglaterra e a França se retiraram imediatamente, e Israel se retirou só em 1957. 1964 a fundação da OLP (Organização para Libertação da Palestina) Em 1964 foi proclamada a fundação da OLP, e no início de janeiro de 1965 começou a Revolução Palestina iniciada pela facção al-FATEH. 1967 a guerra dos seis dias Depois da tríplice agressão contra o Egito em 1956, aumentou o nacionalismo árabe e o desejo de justiça do presidente Nasser do Egito. Foi criada a Força Árabe Unida que espalhou grandes tropas nas fronteiras e manteve o fechamento do Golfo da Aqaba. O que Israel usou como motivo para atacar o Egito, Jordânia e Síria ao mesmo tempo no dia 05 de junho de 1967, em seis dias o exército israelense obteve uma vitória esmagadora atacando e destruindo as tropas Árabes ,usando modernos aviões com uma Força Aérea bem equipada pela França . A guerra acabou com Israel ocupando a Faixa de Gaza, toda a região do Sinai do Egito, Jerusalém Oriental, Cisjordânia, as Colinas de Golã da Síria. Assim todas estas áreas cairam sob ocupação Israelense, tornando o território de Israel 4 vezes maior, estas áreas ocupadas possuem 1.500.000 habitantes Palestinos, e estas áreas começaram ser cobiçadas pelo Estado de Israel como se fosse parte de seu território , a maioria dos judeus artodoxos não aceitam desocupa-las, e Jerusalém Oriental Árabe foi anexada a parte ocidental judia, e considerada unificada e capital eterna de Israel. Depois de 1967 groupos nacionalistas Palestinos atacaram objetivos israelenses nas Áreas Ocupadas, assim como no exterior. A questão Palestina se tornou conhecida mundialmente e conseguiu apoio e solidariedade internacional, e a OLP se tornou o Único e Legítimo representante do Povo Palestino reconhecida pela Liga Árabe e pela ONU. 1973 a guerra de Outubro No Ano de 1973 a Síria junto com o Egito atacaram de surpresa Israel no dia 6 de outubro, após três semana de superioridade dos egípcios e Sirios, Israel consegui conter os ataques depois de grandes perdas em equipamentos e vidas. A ex-União Soviética apoiava os Árabes, o Kuwait e Árabia Saudita financiaram as tropas Árabes, e usaram o corte do petróleo aos países que apoiavam Israel como arma de pressão. Os Estados Unidos forneceram em contra partida maciço apoio militar e econômico, mesmo assim isso não adiantou nada, até que os americanos enviaram o ministro das relações exteriores Henry Kissinger para a região para obter um cessaar fogo e evitar a derrota do exército israelense. 1974 a OLP ( Organização para Libertação da Palestina) representa o Povo Palestino Em 1974 na Cúpula de Rabat no Marrocos a OLP foi reconhecida como representante Legítima e Única do Povo Palestino . Na ONU foi confirmada a necessidade da criação do Estado Palestino Independente. A OLP obteve uma cadeira com observador na UNO e o líder da OLP Yasser Arafat fez o seu pronunciamento naquele mesmo ano na ONU. 1979 os acordos de Camp David Menahem Begim foi o primeiro ministro Israelense que chegou a um acordo de Paz com o Egito depois de uma surpreendente inciativa do presidente do Egito Anwar Sadat. Ele viajou para Israel em 1977, e fez um pronunciamento no Parlamento Israelense pedindo o início da conversação de Paz. Depois incansáveis conversações de paz entre Egito e Israel ,com o aval do presidente Americano Jimmy Carter, foi assinado o acordo de paz entre Egito e Israel em 28 de março de 1979. Mesmo este acordo que dava certa autonomia civil para ao palestinos foi recusado e condenado por todos os países Árabes ; e o Egito foi expulso da Liga Árabe. 1979 a imigração dos judeus Russos Com medo da imigração de mão de obra qualificada e profissionais da ex - União Soviética, o governo Soviético colocou restrições a imigração dos judeus para Israel. Mas nos anos setenta isso foi facilitado, chegando ao seu auge em 1979 onde mais de 50.000 vistos foram concedidos. Em 1977 um matemático judeu russo (Anatoly Shasharensky) foi preso pelos russos depois dele ter dado uma entrevista a correspondentes estrangeiros sobre a recusa do governo russo em lhe conceder um visto para imigrar para Israel, causando uma indignação mundial, e ele foi acusado de espionagem para os americanos onde foi condenado a nove anos de prisão antes de ser solto numa troca de espiões entre Israel e ex-União Soviética. Esta questão foi usada como o principal motivo na questão da migração judaica para Israel. No final do ano de 1979 os relatórios da organizações de controle Internacional falam em 180.000 vistos rejeitados de imigração de judeus, e nos anos seguintes diminuiu a quantidade de imigrantes por causa do fracasso do trataso de “Salt 2”e o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos sobre a ex-União Soviética e também pela sua intervenção militar no afganistão.

2005/07/19


paisagem Palestina Posted by Picasa

2005/07/18


bandeira da Palestina Posted by Picasa

2005/07/17

IASSER ARAFAT:1929/2004....

O HOMEM QUE INVENTOU A PALESTINA Depois de 40 anos tentando convencer o mundo do direito à existência de um estado para seu povo,morre,aos 75 anos,IASSER ARAFAT... Até a década de 1920 o mundo árabe todo fazia parte do império Otomano.Tendo entrado na Primeira guerra mundial ao lado dos alemães,o império, que dominou o mundo islãmico por 500 anos,deixou de existir.O oriente médio,então, começou a emergir mais ou menos na forma de países estáveis com fronteiras definidas segundo o mais variados critérios,ora pelos própios árabes,ora pelos colonizadores ingleses ou franceses.Palestina era o nome que os colonizadores usavam para designar a região. Arafat pertência a um grupo de jovens nacionalistas fez da defesa de terras de seus antepassados sua vida.Arafat nasceu MUHAMMAD ABD AL-RAHMAN AR-RAULF AL-QUDWAH AL-HUSSEINI e maquiou até traços de sua història pessoal para se tornar mais palestino.Sempre declarou ter nascido em Jerusalèm e fazer parte da famìlia Husseini ,importante clã da cidade que a tradição diz descender diretamente de Maomé.Mas, ao que tudo indica inclusive uma certidão de nascimento oficial,Arafat nasceu no Cairo,capital egípcia,em 4 de agosto de 1929.Seu pai era comerciante de khan yunaes,cidade da faixa de Gaza,e sua mãe de Jerusalém.Ele herdou o sobrenome husseini do pai,não da mãe,e,portanto, não pertenceria ao clã Husseini famoso.A guerra árabe-israelense que se seguiu marcou a primeira tentativa de Arafat de influir na história de seu povo.Arafat e alguns simpatizantes arranjaran armas e queriam entrar em combate como uma milícia voluntária,mas foram impedidos pelos oficiais egípcios,que não acreditavam na capacidade de luta daqueles jovens:entendiam que a luta era entre a recém-fundada Israel e os Estados árabes já existentes.Os árabes perderam a guerra.Arafat ainda teria de lutar muito para provar que a causa palestina era sua,não dos outros países árabes.No Cairo,o futuro líder terminou a faculdade de engenharia enquanto militava nos Irmãos Mulçumanos,o grupo precursor do radicalismo islâmico atual,e dirigia a associação dos estudantes Palestinos.Foi no Kuwait que Arafat fundou,em 1957,a Fatah,organização destinada a lutar,com armas,pela formação de um estado no território histórico da Palestina.Em 1963 foi criada a segunda organização para a libertação da Palestina,Arafat tornou-sa líder das duas organizações,cargos que ocupou até morrer."O FIM DE ISRAEL É O OBJETIVO DE NOSSA LUTA,E ISSO NÃO PERMITE COMPROMISSO.NÃO QUEREMOS PAZ"(IASSER ARAFAT).Numa quinta feira,11 de novembro de 2004 o homem que encarnou a Palestina por mais de 40 anos estava morto,aos 75 anos num hospital de Paris,para onde fora levado no fim de outubro.

2005/07/16


Yasser Arafat Posted by Picasa

2005/07/15


morte de Arafat Posted by Picasa

2005/07/05

Said Abbas:A história de um palestino,há um ano em São Paulo

Sonhar com uma pátria livre, onde há liberdade e de direito para todos os árabes. Mas esse sonho tem se prolongado por meio século há 55 anos os palestinos esperam pelo Estado da Palestina sem a ocupação de Israel. Muitos palestinos por mais que o amor a sua pátria seja forte e grandioso, simplesmente desistem de esperar pelas autoridades, não somente pela Autoridade Palestina que é muito frágil em comparação com a direita omissa e radical de Israel, apoiada pelos EUA. Por conhecerem esses fatos, muitos resolvem sair da Palestina. Alguns escolhem países vizinhos árabes, como a Jordânia, o país concentra um grande numero de palestinos, tanto é que alguns líderes israelenses usam esse fato para dizer que a Palestina é a Jordânia. Existem ainda palestinos que escolhem viver bem longe do Oriente Médio: Europa, América, Ásia. Essa foi a opção de Said Abbas. Said Abbas, há 14 anos vive no exterior, já morou na Argentina e no sul do Paraguai, atualmente ele está há um ano em São Paulo, no Brasil. Ele saiu da sua terra natal sozinho, sua família ficou na Palestina. Apesar de estar todo esse tempo fora, Said Abbas, deseja voltar à sua pátria. Said Abbas, até o ano de 2001, residia no sul do Paraguai. Foi no Paraguai, que montou seu pequeno negócio; uma lojinha de roupas. Said, também tinha muitos amigos e companheiros árabes. A lojinha resistiu até o mês de setembro de 2001. Exatamente, dez dias depois do 11 de setembro, Said foi acusado pela polícia do Paraguai de estar envolvido com o terrorismo internacional. O motivo da prisão para Said, é porque é Palestino. Said foi preso injustamente junto com 13 libaneses.Foi acusado de ser o chefe do grupo Hamas na América do Sul. Segundo Said, a policia do Paraguai, invadiu sua loja de roupas com metralhadoras e até granadas. “Eles chegaram de capuz para não mostrar os seus rostos, destruíram minha loja, levaram meu dinheiro e me prenderam. Perguntei porque estavam me prendendo?. Eles disseram que eu era terrorista.” Said ficou dois meses preso, foi libertado porque não provaram nada contra ele, mas perdeu sua loja porque teve que pagar as despesas com advogado, e decidiu deixar o Paraguai para morar em São Paulo, no Brasil. Há um ano em São Paulo, na região da 25 de março, que concentra um grande numero de árabes, Said está empregado em uma loja que vende batas indianas. É empregado, porque não sobraram recursos para abrir um negócio no Brasil. Said é um homem atencioso e um palestino que ama sua pátria. Nacionalista declarado, ele fala com amor da sua terra natal. Acompanha as notícias do Oriente Médio, via televisão, mas segundo ele, os jornais são tendenciosos. “Há uma cobertura dos ataques terroristas, mas o lado palestino não é mostrado”. Segundo ele, Sharon é um nazista que ataca civis de avião. Ele fala todo contente que 27 pilotos israelenses, se recusaram a obedecer às ordens de Sharon. Said ainda disse: meu coração está doente, porque meu povo morre todo dia. Said ignora a barreira israelense: “O Hamas e o Jihad Islâmico vão destruir aquele muro, nossos homens atacaram Israel. Se não fosse por eles, Israel já teria ocupado totalmente a Palestina.” Como todo Palestino, ele fala com amor do líder Yasser Arafat. Ele deseja voltar à Palestina, e lutar contra a opressão israelense. O que consola Said, é que existe o dia do Juízo do qual os israelenses e os EUA não vão escapar. “Eles serão julgados por Alá, os palestinos não estão sozinhos, Deus está connosco, com nosso povo”. Sobre os ataques terroristas ele é enfático: Eles atacam o Hamas, só queremos que saiam da nossa terra”. Said acredita em um possível Estado Palestino soberano e sonha todos os dias com isso. Para conceder a entrevista a Pravda Ru, Said foi relutante, ele achava que eu estava a serviço da Mossad israelense ou da CIA. Mas no fim, ele acabou aceitando, desde que seu nome fosse mantido em sigilo. Agora, perguntamos quem será que é o verdadeiro terrorista?. O Hamas ou Sharon? Esse palestino, é vítima da propaganda negativa feita do mundo árabe por Israel e EUA. Vive amedrontado com medo de ser preso, isso porque está no Brasil, imagine seus irmãos que estão na Palestina ou em países que são opressores.

2005/07/04

Algumas conclusões e reflexões

Para terminar, algumas conclusões e reflexões. Começaremos por um apanhado dos pontos de divergência fundamentais que existem atualmente entre a Autoridade Palestina e Israel. 1 – A questão dos refugiados. Israel recusa-se a aplicar a Resolução 194. Aprovada pela assembléia Geral da ONU a 11 de Dezembro de 1948 e reafirmada todos os anos, essa resolução reconhece aos refugiados o direito de regressarem aos seus lares ou de serem indenizados, se assim o preferirem. Israel nega-se até a reconhecer a sua responsabilidade moral e legal pela existência dos refugiados. Durante décadas "legitimou" essa recusa dizendo que os palestinos abandonaram as suas casas por ordem dos países/exércitos árabes, que lhes teriam prometido o regresso dentro de pouco tempo. Ora, os estudos dos chamados "novos historiadores" israelitas da última década confirmaram o que os historiadores palestinos sempre disseram e os bons conhecedores da questão sabiam há muito, para não falar das vítimas: Essa versão da origem do problema dos refugiados palestinos é uma invenção da propaganda israelita. Por isso, Israel funda agora abertamente a recusa do regresso dos refugiados no que é, e sempre foi, a verdadeira razão: O regresso dos refugiados mudaria a composição étnica de Israel, que se "arriscaria" a deixar de ser um estado majoritariamente judaico. Ora, foi precisamente para evitar esse "perigo" que Israel expulsou muitos dos refugiados de suas casas. Os refugiados palestinos são, de fato, muito numerosos. A 30 de Junho de 1999, a UNRWA recenseava 3.600.000. Não entram nesse número os que se tornaram refugiados em 1967 (mais de 50.000) e os seus descendentes. Sabe-se que existem mais umas centenas de milhar de palestinos que foram deslocados e não constam nas listas da UNRWA. Ainda é preciso assinalar algumas imagens correntes do conflito israelo-palestino que deformam completamente a realidade. 1.1 – Embora haja uma imensa admiração pelas proezas de Israel, nomeadamente pelas suas façanhas militares, tende-se não raro a pensar que as partes envolvidas no conflito israelo-palestino têm forças mais ou menos iguais. Ora, isso é inteiramente falso. Israel é uma grande potência militar não só regional, mas também mundial. Tem um dos exércitos mais poderosos do mundo.

2005/07/03

Finalização

Entre os inumeráveis conflitos que ensangüentaram e ensangüentam o mundo no último século, o que opõe israelitas e palestinos é um dos mais duradouros e, sem dúvida, o que mais eco encontra no mundo, pelo menos no mundo que é herdeiro da tradição bíblica por intermédio do cristianismo, do islamismo e do judaísmo. Os simples cidadãos que somos, com maior razão se não somos nem israelitas nem palestinos, sentimo-nos completamente impotentes perante ele. Há uma coisa que podemos fazer, porventura a única. É oferecer a nossa simpatia e a nossa solidariedade não aos que querem eternizar a injustiça, mas àqueles, israelitas e palestinos, que procuram pôr-lhe fim, pelo menos na medida em que isso ainda é possível. E NÃO PODEMOS FAZER OUTRA COISA A NÃO SER TORCER E PEDIR A DEUS PELA PAZ NO ORIENTE MÉDIO..... FIM